Busca Ativa Reforça Saúde Pública em Campo Grande
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), intensificou suas operações de busca ativa para monitorar a leishmaniose visceral canina em diversas regiões da Capital. As equipes estão realizando visitas porta a porta em bairros estratégicos como Nova Lima, Nova Bahia, Jardim Colúmbia, Jardim Noroeste, Dom Antônio Barbosa, Jardim Carioca e Santa Emília, com o objetivo primordial de detectar precocemente a doença e prevenir sua transmissão para seres humanos, garantindo a saúde pública.
Durante essas incursões, que abrangem áreas consideradas de maior risco epidemiológico, os técnicos do CCZ coletam amostras de sangue de cães para exames. Um teste rápido é realizado no local para uma primeira triagem, e em casos suspeitos, as amostras são encaminhadas para testes confirmatórios em laboratório, incluindo PCR. Essa abordagem sistemática permite um controle mais efetivo da doença, que é uma zoonose grave e pode ser fatal tanto para animais quanto para humanos.
Aumento Alarmante de Casos e Desafios Contínuos
A situação da leishmaniose visceral canina em Campo Grande tem apresentado um crescimento preocupante nos últimos anos. Em 2023, foram registrados 1.300 casos positivos, um aumento significativo em comparação com os 785 casos de 2022, 524 em 2021 e 388 em 2020. Essa escalada nos números reforça a necessidade urgente de ações de controle e conscientização, uma vez que o cão é o principal reservatório urbano da doença, transmitida por mosquitos flebotomíneos, popularmente conhecidos como mosquito-palha.
O aumento da incidência da leishmaniose não apenas ameaça a população canina, mas também eleva o risco de contaminação humana. A doença, caracterizada por febre prolongada, perda de peso, aumento do baço e fígado em humanos, e lesões dermatológicas e emagrecimento em cães, exige vigilância constante e intervenções eficazes. A notificação e o tratamento precoce são cruciais para mitigar os impactos da enfermidade na comunidade.
Prevenção e Responsabilidade Compartilhada
A prevenção da leishmaniose visceral requer a colaboração ativa dos tutores de animais e da comunidade em geral. Medidas simples, porém eficazes, incluem o uso regular de coleiras repelentes e inseticidas em cães, a manutenção de quintais limpos, livres de entulhos e matéria orgânica em decomposição, que servem de abrigo para o mosquito-palha. Além disso, o descarte adequado de lixo e a proteção dos animais contra picadas são fundamentais para quebrar o ciclo de transmissão.
Os sintomas em cães, como emagrecimento progressivo, queda de pelos, crescimento exagerado das unhas e lesões na pele, devem ser rapidamente investigados por um médico veterinário. A Secretaria Municipal de Saúde enfatiza que a participação da população é essencial para o sucesso das campanhas de controle, pedindo que os moradores permitam o acesso das equipes do CCZ para a realização da coleta de amostras e fornecimento de informações que salvam vidas e protegem a saúde coletiva.




