A detecção de cinco morcegos contaminados pelo vírus da raiva em Campo Grande neste ano mobilizou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). A principal estratégia das autoridades para evitar que o ciclo da doença chegue aos seres humanos é a imunização anual obrigatória de cães e gatos, que serve como um bloqueio epidemiológico essencial.
As ocorrências foram registradas em pontos distintos da cidade, incluindo o Centro e os bairros Santa Fé, Vivendas do Bosque e Jardim Campo Alto. Em todos os episódios, os animais foram submetidos a testes laboratoriais que ratificaram a presença do vírus.
Cuidados e comportamento animal
O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) esclarece que, em condições normais, os morcegos urbanos são inofensivos e se alimentam de frutas ou insetos. Contudo, quando infectados, podem transmitir a raiva a outros mamíferos por meio de mordeduras ou contato direto.
A recomendação fundamental para a população é jamais manipular um morcego, principalmente se ele apresentar sinais de fraqueza, estiver caído no chão ou entrar em residências. Nessas situações, o animal deve ser isolado com um balde ou caixa, sem toque físico, até que as equipes especializadas façam o recolhimento.
Onde vacinar seu pet
A imunização gratuita para cães e gatos ocorre ininterruptamente no CCZ, situado na Avenida Senador Filinto Müller, 1.601, na Vila Ipiranga. O posto funciona nos seguintes horários:
- Dias úteis: das 7h às 21h.
- Finais de semana e feriados: das 6h às 22h.
Contatos de emergência e resgate
Caso encontre um animal suspeito, o morador deve acionar o serviço de vigilância pelos telefones:
- Central Geral: (67) 3313-5000
- Atendimento em horário comercial: (67) 2020-1801 ou (67) 2020-1789
- Plantão noturno e feriados: (67) 2020-1794
Se houver qualquer tipo de contato acidental com o morcego, a pessoa deve buscar assistência médica imediata em uma unidade de saúde 24 horas para iniciar o tratamento preventivo.




