Subtenente da Polícia Militar é encontrada morta em residência no Estrela d’Alva

Investigação em Campo Grande apura se óbito de Marlene de Brito Rodrigues foi suicídio ou feminicídio; marido estava no local

A tarde desta segunda-feira (6) foi marcada por uma tragédia no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I, em Campo Grande. A subtenente da Polícia Militar, Marlene de Brito Rodrigues, foi localizada sem vida dentro de sua casa, apresentando um ferimento por disparo de arma de fogo. As circunstâncias exatas da morte estão sendo rigorosamente apuradas pelas autoridades.

A ocorrência mobilizou um forte aparato de segurança, incluindo equipes da perícia técnica, Polícia Civil e o Batalhão de Choque, que isolaram o local para a coleta de evidências.

Linhas de investigação e presença do marido

A Polícia Civil trabalha com duas hipóteses principais para o caso: suicídio ou feminicídio. No momento em que as guarnições chegaram à residência, o marido da subtenente encontrava-se no interior do imóvel.

A definição jurídica do caso dependerá dos laudos periciais e do andamento dos depoimentos. Caso a hipótese de crime de gênero seja confirmada, este representará o primeiro feminicídio do ano na Capital e o nono registrado em Mato Grosso do Sul em 2026.

Relatos de vizinhos e histórico do casal

Depoimentos colhidos com moradores da região trouxeram detalhes sobre a rotina da policial e a convivência com o companheiro:

  • Conflitos frequentes: Vizinhos relataram um histórico de brigas constantes entre o casal, com episódios de gritos vindos do interior da residência.
  • Isolamento social: Testemunhas afirmaram que, após o casamento, Marlene teria se afastado do círculo de amizades, mantendo um comportamento mais discreto.
  • Comportamento agressivo: Há relatos recentes sobre atitudes rudes atribuídas ao marido da vítima na vizinhança.
  • Perfil da vítima: Marlene era descrita por conhecidos como uma pessoa querida e uma profissional dedicada à corporação.

Próximos passos

A perícia realizou a varredura da cena para identificar a trajetória do disparo e a posição da arma utilizada. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para exames complementares. A Polícia Civil deve ouvir o marido da subtenente e outras testemunhas nas próximas horas para esclarecer o que ocorreu momentos antes do disparo.

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