Polícia Federal cumpre mandados em operação contra fraudes em licitações da UFMS

Investigação aponta irregularidades na contratação de empresas para gestão do Restaurante Universitário e esquema de desvio de verbas públicas
Foto: Polícia Federal/gov.br

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, uma operação para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações e contratos na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O foco da ação está em irregularidades identificadas na contratação de empresas responsáveis pela administração e fornecimento de refeições para o Restaurante Universitário (RU). Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em Campo Grande, mirando tanto servidores públicos quanto empresários do setor de alimentação que teriam se beneficiado do esquema.

As investigações começaram após denúncias sobre o favorecimento de determinadas empresas em certames licitatórios, onde as cláusulas de edital eram supostamente moldadas para restringir a concorrência. Além do direcionamento das licitações, a Polícia Federal apura o superfaturamento de contratos e a não entrega total dos serviços previstos, o que teria gerado um prejuízo milionário aos cofres da instituição e, consequentemente, afetado a qualidade da assistência estudantil oferecida aos universitários sul-mato-grossenses.

O impacto da operação ressoa diretamente na comunidade acadêmica da UFMS, que é a maior instituição de ensino superior do Estado. O Restaurante Universitário é um serviço essencial para a manutenção de estudantes em situação de vulnerabilidade, e qualquer desvio nessa área atinge o pilar da permanência estudantil. A Controladoria-Geral da União (CGU) também participa do levantamento de dados, cruzando informações bancárias e notas fiscais para rastrear o caminho do dinheiro e identificar se houve pagamento de propina a agentes públicos.

Até o momento, a administração central da UFMS informou que está colaborando integralmente com as autoridades e que abriu sindicâncias internas para apurar as responsabilidades administrativas. Os investigados podem responder por crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção ativa e passiva, além de organização criminosa. A Polícia Federal deve realizar uma coletiva de imprensa nas próximas horas para detalhar o montante total desviado e se houve o bloqueio de bens dos envolvidos para garantir o ressarcimento ao erário público.

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