Datafolha inicia nova rodada de pesquisa para a Presidência da República

Levantamento é o primeiro após definições de pré-candidaturas e inclui diagnóstico sobre o impacto das dívidas na popularidade do governo
Foto: Pablo Jacob e Michel Filho/Ag. O Globo

O instituto Datafolha iniciou, nesta segunda-feira (7), a coleta de dados para uma nova rodada de pesquisas focada na sucessão presidencial de 2026. Além de medir as intenções de voto e a aprovação da gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o estudo traz uma inovação estratégica: um bloco de perguntas sobre a saúde financeira das famílias. O objetivo é identificar se o nível de endividamento da população está diretamente ligado à percepção do eleitor sobre o desempenho da economia e do Governo Federal.

A pesquisa ocorre em um momento de novos contornos políticos, sendo o primeiro levantamento realizado após a oficialização da pré-candidatura do governador Ronaldo Caiado (PSD) e o encerramento do prazo de desincompatibilização. Os entrevistadores devem ouvir 2.004 eleitores presencialmente em diversas regiões do país até quinta-feira (10), com a divulgação dos resultados prevista para este sábado (13).

Cenário eleitoral e polarização

O último levantamento do instituto, divulgado em março, já apontava um cenário de acirramento. Na ocasião, o presidente Lula aparecia com 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, principal nome da oposição no momento, registrava 33%. Outros nomes como Ratinho Jr. (7%), Romeu Zema (5%) e Ronaldo Caiado (4%) completavam o quadro, que ainda contava com um expressivo índice de 15% entre brancos, nulos e indecisos.

Um dos pontos de maior expectativa recai sobre o cenário de segundo turno. Em março, Lula e Flávio Bolsonaro estavam em situação de empate técnico, com 46% e 43%, respectivamente. A nova rodada servirá para medir se a entrada oficial de Caiado na disputa e as recentes medidas econômicas do governo para renegociar dívidas conseguiram alterar esse equilíbrio de forças.

Fator econômico como termômetro

A inclusão de perguntas sobre o uso do orçamento para pagar financiamentos, empréstimos e gastos extras busca aprofundar o entendimento sobre o “custo de vida” real do brasileiro. Para o Palácio do Planalto, esses dados são fundamentais, pois o endividamento é visto como o principal obstáculo para que a melhora nos índices de emprego e inflação se traduza em um aumento efetivo na popularidade do presidente.

Os eleitores também estão sendo questionados se a sua situação financeira atual é melhor ou pior do que em abril de 2025. Esse comparativo anual permitirá ao Datafolha traçar um mapa da vulnerabilidade econômica do eleitorado, dado que pode redefinir as estratégias de comunicação tanto da situação quanto da oposição para os próximos meses.

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