Trânsito caótico na saída do show do Guns N’ Roses faz público levar cinco horas em trajeto de doze minutos

Falta de iluminação e estrangulamento de rodovia transformam fim de festa em pesadelo para fãs na Capital

O que deveria ser o encerramento de uma noite histórica para o rock em Mato Grosso do Sul transformou-se em um cenário de paralisia total na madrugada deste sábado. A saída do show da banda Guns N’ Roses, realizado em um espaço de eventos às margens da BR-262, em Campo Grande, resultou em um colapso no trânsito que deixou milhares de pessoas retidas por até cinco horas. O gargalo logístico foi tamanho que trajetos curtos, previstos para serem feitos em pouco mais de dez minutos, tornaram-se verdadeiras maratonas de espera em meio à escuridão da rodovia.

A localização do evento, afastada do perímetro urbano, exigia um plano de escoamento que não se concretizou na prática. Com apenas uma via principal de acesso para o fluxo de entrada e saída, o volume de veículos superou a capacidade da rodovia, criando filas que se estendiam por quilômetros. Motoristas de aplicativo e vans de excursão vindas do interior do Estado, como de cidades da região do Pantanal e do Bolsão, relataram que ficaram completamente imóveis, sem qualquer orientação de agentes de trânsito ou sinalização que facilitasse o fluxo nos trevos de acesso.

Muitos fãs, exaustos após as horas de espetáculo, optaram por abandonar veículos e caminhar pelo acostamento da BR-262 na tentativa de encontrar sinal de celular ou uma rota de fuga a pé, o que gerou riscos adicionais devido à baixa visibilidade e ao tráfego de carretas pesadas que é característico da região. Nas redes sociais, as reclamações apontavam não apenas a demora, mas a sensação de insegurança e a ausência de um plano de contingência para um público estimado em quase 40 mil pessoas, volume que a infraestrutura local claramente não comportou.

A organização do show e as autoridades de trânsito ainda devem prestar esclarecimentos sobre as falhas no planejamento de mobilidade. O episódio deixa uma lição amarga para o setor de eventos em Mato Grosso do Sul: a vinda de grandes estrelas internacionais exige uma logística proporcional à magnitude do espetáculo.

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