Azambuja e a projeção para o Ministério da Agricultura
O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PL-MS), desponta como um dos nomes mais fortes para liderar o Ministério da Agricultura em uma possível futura gestão do deputado federal Flávio Bolsonaro (PL). Sua ascensão na política nacional é notável, especialmente por sua candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul pelo Partido Liberal. Azambuja é reconhecido por integrar o influente grupo político da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que anteriormente esteve à frente da mesma pasta durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, o que reforça sua conexão com o setor e com quadros estratégicos.
Articulações políticas no cenário estadual
A trajetória política recente do ex-governador inclui sua filiação ao PL, após a saída do PSDB, onde ele assumiu a presidência do diretório estadual da sigla em Mato Grosso do Sul. Como candidato ao Senado, Azambuja conta com o apoio estratégico do senador Nelsinho Trad (MS), que abriu mão da disputa pela reeleição para atuar como primeiro suplente em sua chapa. No âmbito interno do partido no estado, Azambuja desempenhou um papel decisivo ao atuar contra a candidatura do deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) para a mesma vaga no Senado. Pollon, que contava com o endosso do ex-presidente Jair Bolsonaro, explicitado em uma carta divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, viu seu caminho para o Senado ser preterido pela articulação política do ex-governador.
Histórico e patrimônio ligados ao agronegócio
Com uma sólida carreira política, Reinaldo Azambuja comandou Mato Grosso do Sul como governador por dois mandatos consecutivos, destacando-se por sua experiência executiva. Anteriormente, ele foi prefeito de Maracaju, município reconhecido como a ‘Capital do Agronegócio’ do estado, notório pela sua liderança na produção de soja e milho e por sediar a Showtec, um dos eventos mais importantes do país no setor agropecuário. O ex-governador também acumulou passagens como deputado estadual e deputado federal. Sua declaração de bens à Justiça Eleitoral aponta um patrimônio de R$ 55,9 milhões. Desse montante, uma parcela expressiva, cerca de 85,4%, ou aproximadamente R$ 47,8 milhões, está diretamente vinculada a ativos do agronegócio, incluindo participações em propriedades rurais, benfeitorias, bens da atividade produtiva, 80 mil sacas de milho, 3.343 bovinos e cotas em cooperativas do setor, demonstrando sua profunda conexão com a área.




