Panorama Político e Trajetória
Em uma recente entrevista à Rede Top FM, a ex-deputada federal Rose Modesto, presidente estadual do União Brasil e pré-candidata à Câmara dos Deputados, compartilhou reflexões sobre sua trajetória política e as lições extraídas de sua campanha anterior pela Prefeitura de Campo Grande. Abordando temas cruciais para Mato Grosso do Sul, Modesto destacou suas prioridades em fiscalização, saúde, combate à corrupção e agilidade legislativa. Em sua trajetória, a ex-deputada federal se destacou por ser a primeira mulher a assumir o comando da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), autarquia responsável por políticas de desenvolvimento regional nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. Durante a conversa, ela também defendeu a redução da maioridade penal para 16 anos e a necessidade de mudanças no sistema eleitoral brasileiro.
Críticas à Gestão e Desafios da Capital
Rose Modesto revisitou a disputa pela Prefeitura de Campo Grande, mencionando que a campanha foi prejudicada pela disseminação de notícias falsas e por supostas irregularidades eleitorais, incluindo investigações sobre compra de votos. A ex-deputada afirmou que sua principal frustração não reside na derrota em si, mas na atual situação administrativa da Capital. ‘Minha tristeza não é pela derrota. Minha tristeza é pela cidade. Nunca vi Campo Grande em uma situação tão ruim, com tantas coisas não funcionando’, declarou, manifestando profunda preocupação com a situação da saúde e dos serviços públicos. Ela também alertou para a alta abstenção eleitoral, com cerca de 180 mil eleitores ausentes das urnas, e enfatizou a importância do voto consciente e da verificação de informações, especialmente diante do avanço da inteligência artificial e da desinformação nas redes sociais.
Propostas para o Desenvolvimento e Transparência
Entre as atribuições que pretende priorizar caso seja eleita deputada federal, Rose Modesto ressaltou a fiscalização rigorosa do Poder Executivo, argumentando que o Legislativo perde sua função quando parlamentares se calam por interesses políticos. Para ela, a transparência é a ferramenta mais eficaz contra desvios de recursos públicos, citando como exemplo as denúncias sobre a ‘folha secreta’ em Campo Grande, onde remunerações de servidores não teriam sido adequadamente divulgadas no Portal da Transparência. ‘A corrupção cresce quando o Parlamento se cala por interesses que não são os interesses da população. A melhor ferramenta para combater a corrupção é a transparência’, pontuou. A ex-deputada também defendeu que o país possui leis suficientes para combater irregularidades, mas enfrenta desafios na sua efetiva aplicação. Adicionalmente, criticou a falta de rastreabilidade e identificação na aplicação das ‘emendas Pix’, defendendo que a população precisa saber quem destinou os recursos, para onde foram e como foram utilizados, garantindo a lisura do processo de direcionamento de verbas federais aos municípios.




