Um crime de morte chocou os moradores do Distrito do Capão Seco na tarde de ontem. O comerciante Almerindo Rodrigues foi executado dentro de seu próprio estabelecimento comercial após um desentendimento com Arlindo José da Rocha, apontado pelas autoridades como o autor dos disparos.
A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência, mas, ao chegar ao bar, encontrou o proprietário já sem sinais vitais nos fundos do imóvel.
Dinâmica da tragédia e testemunhas
O crime foi marcado por contornos dramáticos, uma vez que ocorreu na presença de familiares da vítima:
- Presença de crianças: Uma filha de Almerindo, de apenas 8 anos, presenciou o momento em que o pai foi atingido. Outra filha, de 12 anos, encontrou o corpo logo após o barulho do tiro.
- Tentativa de fuga: Relatos indicam que, mesmo baleado, o comerciante tentou correr para se salvar, mas tombou sem vida antes de receber qualquer auxílio médico.
- Cena de luta: No interior do bar, os peritos encontraram sinais de confronto físico, incluindo tacos de sinuca despedaçados e mobília danificada.
Motivação e histórico de conflitos
Embora testemunhas relatassem uma convivência aparentemente pacífica entre os envolvidos, investigações preliminares apontam para tensões latentes. Marleide Rodrigues, que é irmã da vítima e esposa do suspeito, informou que Arlindo esteve no bar no período da manhã de forma tranquila, retornando por volta das 16h, quando a situação saiu do controle.
A principal linha de investigação sugere que a briga tenha sido motivada pelo desaparecimento de uma arma de fogo pertencente ao suspeito. Acredita-se que o crime tenha sido cometido com um revólver calibre 22.
Buscas pelo suspeito
Após os disparos, Arlindo José da Rocha fugiu do local e ainda não foi capturado. Outras pessoas que estavam no bar no momento do incidente, incluindo um homem apelidado de “Boca de Lata” e um dos filhos do suspeito, também não foram localizados para prestar depoimento.
A perícia técnica realizou os procedimentos de praxe no local do crime e o corpo foi removido para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). A Polícia Civil segue com as diligências para localizar o autor e esclarecer todos os detalhes do homicídio.




