Câmara de Campo Grande vota projeto de gestão compartilhada na saúde

Proposta visa permitir parcerias entre o Executivo e organizações sociais para otimizar o atendimento nas unidades de saúde da Capital.
Foto: Divulgação

A Câmara Municipal de Campo Grande incluiu em sua pauta de votação o projeto de lei que estabelece diretrizes para a gestão compartilhada no sistema público de saúde. A medida busca autorizar a Prefeitura a firmar parcerias com organizações sociais (OSs) e entidades filantrópicas para a administração de unidades de pronto atendimento e centros de especialidades, com o objetivo de reduzir filas e melhorar a eficiência dos serviços prestados à população.

O projeto é visto pela administração municipal como uma solução para gargalos históricos na rede de saúde, permitindo maior agilidade na contratação de profissionais e na manutenção de equipamentos. Segundo a proposta, o Poder Público mantém a fiscalização e o controle sobre as metas de atendimento, enquanto a entidade parceira assume a gestão operacional da unidade.

Pontos Centrais do Projeto

A discussão no Legislativo foca na transparência e na garantia de que o serviço continue sendo 100% gratuito pelo SUS:

  • Contratos de Gestão: Definição de metas claras de produtividade e qualidade que as entidades devem cumprir.
  • Fiscalização: Criação de comissões específicas para monitorar a aplicação dos recursos públicos repassados.
  • Manutenção do Vínculo: Garantia de que os servidores públicos lotados nessas unidades tenham seus direitos preservados conforme a legislação vigente.

Debate e Tramitação

O tema gera debates entre os parlamentares e representantes de sindicatos da saúde. Enquanto os defensores da proposta argumentam que o modelo de gestão compartilhada já apresenta resultados positivos em outras capitais, críticos expressam preocupação com a precarização do trabalho e a necessidade de um controle rigoroso para evitar desvios.

A expectativa é que a votação ocorra após a análise das emendas apresentadas pelas comissões de Justiça e Saúde, que buscam reforçar os mecanismos de transparência no texto original. Caso aprovado, o projeto segue para a sanção da prefeita, permitindo o início dos processos licitatórios para as primeiras unidades selecionadas no plano piloto.

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