Equipe multidisciplinar com profissionais de outras regiões
A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) divulgou nesta semana a formação da equipe de intervenção no Consórcio Intermunicipal de Saúde (CIS) MS, com a inclusão de profissionais de fora da capital. Segundo a pasta, a medida tem como objetivo otimizar a gestão e acelerar a implementação de mudanças necessárias para a reestruturação do sistema, que enfrenta dificuldades operacionais há meses. Entre os nomes já confirmados para compor o grupo estão especialistas em gestão pública, auditores fiscais e técnicos em saúde, muitos deles com experiência em consórcios similares em outros estados. A SES destacou que a diversificação da equipe visa trazer novas perspectivas e soluções inovadoras para os problemas enfrentados.
Impactos na rede de saúde e prazos da intervenção
A decisão de incluir profissionais externos à capital ocorre após relatos de morosidade nos processos internos do CIS MS, que geraram atrasos em licitações e repasses de recursos para municípios associados. A SES informou que a intervenção seguirá um cronograma de 90 dias, com foco inicial na revisão de contratos, fiscalização de recursos federais e estadualizados, e elaboração de um plano de ação emergencial. A pasta também garantiu que não haverá interrupção nos serviços essenciais, como atendimentos hospitalares e programas de imunização, mas admitiu que a reestruturação pode gerar ajustes temporários em algumas unidades. Documentos oficiais da SES-MS, acessados pela reportagem, indicam que os recursos para a intervenção já estão assegurados no orçamento estadual de 2024, com previsão de R$ 1,2 milhão para despesas operacionais.
Críticas e cobranças por transparência na gestão
A nomeação de uma equipe externa ao CIS MS foi recebida com cautela por parte de prefeitos e secretários municipais de saúde, que exigem maior transparência nos processos. Em nota, a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Amasul) cobrou a participação de representantes locais na definição das ações, argumentando que a descentralização do poder decisório é fundamental para evitar novos problemas. O Conselho Regional de Medicina (CRM-MS) também se manifestou, alertando para os riscos de uma intervenção mal conduzida, que poderia agravar a crise na rede pública. A SES-MS, por sua vez, afirmou que manterá canais de diálogo abertos com os municípios e que apresentará relatórios quinzenais sobre o andamento das medidas, com publicação no site oficial da pasta e na página do CIS MS.




